Arvore

A árvore deve ser considerada como uma unidade ativa e adaptável. Esta, tem seu ciclo de vida semelhante ao dos seres humanos, nascem, crescem se desenvolvem e morrem. Duas formas de crescimento estão presentes na árvore, ou seja, o crescimento em altura que é decorrente da atividade da Gema Apical e, o crescimento em diâmetro que por sua vez é decorrente da atividade do Câmbio. Quando as folhas se iniciam no ápice do caule, aparecem em níveis próximos uns dos outros, de modo que os nós e os entrenós ainda não existem como unidades separadas. Mais tarde, a atividade meristemática, entre as inserções de folhas, prolonga as partes do fuste tornando-se reconhecíveis como entrenós. Divisões transversais na região periférica e na medula constituem as bases dos primeiros estágios de aumento das estruturas. O espessamento primário varia de grau nos diferentes níveis da mesma planta. Geralmente cresce ao longo de diversos entrenós e logo diminui, nos mais altos (cf. Esau, 1954). O referido crescimento confere a parte mais baixa do corpo primário do fuste o formato de cone invertido. No entanto, o crescimento secundário, quando presente, sobrepõe o efeito do aumento de espessura para cima do corpo primário. Ele ocorre principalmente no eixo, mas pode ser observado, em proporções limitadas nas folhas, de modo particular nos pecíolos e nervuras medianas. A idade de florestas nativas é uma variável difícil de ser mensurada devido à grande heterogeneidade entre as espécies, por tanto, torna-se necessário o estudo sobre o crescimento da árvore á fim de determinar o que uma floresta é capaz de produzir, para então planejar o que poderá ser extraído mantendo o princípio da sustentabilidade. A floresta é resultado de uma coleção de um vasto número de árvores interagindo entre si e com os fatores ambientais. De acordo com HUSCH et al. (2003), a mesma é um sistema dinâmico que muda constantemente com o tempo. Portanto, o manejo florestal monitora e faz com que o gestor tome corretas decisões baseadas em informações consistentes e com um menor risco possível.A árvore é um organismo composto por:

  • Raiz: As raízes geralmente ficam debaixo da terra. Existem dois tipos de raízes, as que crescem para baixo (chamadas de pivotantes) e as que crescem para os lados (conhecidas como tabulares). A função da raiz é fixar a planta no solo e absorver a água e os nutrientes necessários para sua sobrevivência. Essa água e nutrientes formam a seiva bruta, que é transportada até as folhas por meio de vasos que ficam dentro do caule chamados de xilemas. Algumas delas se caracterizam por armazenarem material de reserva, como por exemplo, os tubérculos.

As raízes mencionadas são de plantas terrestres, mas vale á pena mencionar aqui, que existem outros tipos de raízes, aquáticas e aéreas.

  • Tronco: O tronco é caracterizado como o caule ou fuste das árvores. Ele varia de tamanho, forma, textura e cor, de acordo com a espécie. Deste é extraída a madeira, resinas, óleos e celulose, matéria prima utilizada para diversos fins. É no caule que se encontram os vasos (xilemas) condutores da seiva bruta até as folhas. E ao fazerem o caminho contrário, transportando o alimento produzido nas folhas por meio da fotossíntese (a glicose), para as outras partes da planta, são chamados de floemas. Na maioria das vezes, o caule é aéreo, mas ele também pode ser encontrado na forma subterrânea ou aquática. É no caule que se encontram ainda os órgãos de reprodução das plantas.
  • Casca: A casca é constituída por duas camadas. Uma mais interna e fina, fisiologicamente ativa, de cor clara, denominada casca interna ou floema. Conduz a seiva elaborada, já a mais externa, composta por tecido morto é denominada casca externa ou ritidoma ou córtex, tem a função de proteger os tecidos vivos da árvore contra o ressecamento, ataque de microrganismos e insetos, injúrias mecânicas e variações climáticas.
  • Galhos: Galhos é a designação dada em anatomia vegetal ás ramificações lenhosas do tronco das árvores e arbustos, das quais brotam folhas e eventualmente flores e frutos, formando uma estrutura de madeira ligada ao tronco central. E muitas vezes desempenham o papel de drenos competindo por nutrientes, água e luz prejudicando o desenvolvimento em diâmetro e altura, do fuste principal, tornando-se necessário a realização de determinados tratos silviculturais, como desrama.
  • Folhas: As folhas se formam a partir do caule e geralmente, se apresentam na cor verde, possui os mais variados formatos, pelo fato de se adaptarem á distintos ambientes. Elas são as responsáveis por realizar a fotossíntese, o processo de respiração e de transpiração.

Algumas folhas têm a função de proteção, como espinhos, outras são modificadas, coloridas para atrair insetos, auxiliando na polinização. Através da fotossíntese, a planta consegue transformar a água e os nutrientes que retira do solo mais o gás carbônico e a energia solar que é absorvida através da radiação em glicose (seu alimento), e oxigênio utilizado na respiração. Essa glicose compõe a seiva elaborada, que é a fonte de energia das plantas. Sendo transportada, das folhas para toda a planta, pelo floema.
Também ocorre a transpiração e a perda de água para o meio ambiente na forma de vapor. É possível observar névoas em grandes florestas ao amanhecer. Esta névoa nada mais é que a evaporação da umidade da floresta, sendo que parte desta umidade é produzida através da transpiração que ocorrida em cada folha.

  • Frutos: Assim como as flores, os frutos nem sempre estão presentes nas plantas. Porém, quando são encontrados, são os ovários já fecundado e desenvolvido. É o produto da fecundação entre as partes masculina e feminina da planta. O óvulo dá origem à semente e o ovário se torna o fruto. Possui a função de proteger as sementes e serve de matéria orgânica ao cair no solo se decompondo e contribuindo na fertilização do mesmo, além de facilitar assim, o processo de germinação. Podem ser verdadeiros, quando se formarem a partir do ovário, como o Abacate, ou falsos, ao se formarem por outras partes da planta como o caju, maçã, figo, abacaxi e framboesa.

Fatores ambientais

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Fonte: https://3.bp.blogspot.com/

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. Mapa Mental Crescimento de Árvore. Fonte: Eric Gorgens

Os principais fatores ambientais que interferem no crescimento de uma árvore são:

  • Radiação
  • Temperatura
  • Água
  • Solo

Radiação solar

Planta + Energia = Calor + Fotossíntese + Evapotranspiração

Otimizar a luz para maximizar os ganhos pela fotossíntese em comparação com as perdas pela respiração. A luz também é importante para outros processos como a germinação, direcionar o crescimento e forma da planta.

Temperatura

A temperatura pode ser analisada a partir de duas perspectivas:

  • Solo
  • Atmosfera

A temperatura influencia:

  • Atividade enzimática
  • Solubilidade de $CO_2$ e $O_2$
  • Transpiração
  • Funcionamento das raízes
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Figura. Variação da temperatura média global. Fonte: Wikipedia

Água

A precipitação é a principal fonte de água do solo. Este é por sua vez o principal suprimento de água para as plantas. As plantas podem desenvolver adaptações para o estresse hídrico como espinhos, folhas com cera, queda de folhas, entre outras.

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Figura. Precipitação acumulada no território brasileiro. Fonte: ANA

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Figura. Distribuição de chuvas ao longo da amazônia brasileira. Fonte: INPE

Solo

O solo é o meio para o desenvolvimento das plantas, capaz de aceitar, estocar e reciclar água, nutrientes e energia.

Relação espécie-ambiente

Lei do mínimo

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Fonte: Manual Erva 20 EMBRAPA

O crescimento e/ou a distribuição da espécie é dependente de um fator ambiental mais criticamente demandado.

Teoria da tolerância

Toda espécie de planta é capaz de existir e reproduzir com sucesso somente dentro de um limite definido de condições ambientais

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